Joseph Quinn concedeu uma entrevista exclusiva ao site The Hollywood Reporter para falar sobre a criação de Eddie Munson e sua participação em “Os Miseráveis”.

Confira a tradução abaixo:

Em uma conversa com TRH, o ator falou sobre o quão impressionado ele ficou com a reação dos fãs, e sobre o que está reservado para o volume 2.

[Contém spoiler da quarta temporada de “Stranger Things”, volume 1]

Joseph Quinn sabia que queria usar muitos anéis.

Ao trazer seu personagem à vida para a quarta temporada de “Stranger Things”, uma série muito popular da Netflix, o ator inglês usou uma variedade de fontes como referências. De “Clube dos Cinco” aos bad boys que ele conheceu enquanto crescia, Quinn sabia bem como seria o líder do Hellfire Club, Eddie Munson.

Seriam necessários apenas dois vídeos de audições para Quinn conseguir seu papel na série dos amados irmãos Duffer. Um personagem que o público (provavelmente) à primeira vista não tinha certeza se gostava. Eddie era uma espécie de valentão antes de Chrissy Cunningham ser possuída e violentamente morta na frente dos olhos dele. Foragido como o principal suspeito, fica evidente que Eddie é apenas um garoto medroso que tem sido solitário a maior parte de sua vida (menos no seu amado clube de D&D). Só que agora ele tem verdadeiros amigos que vão limpar seu nome enquanto ele ajuda a salvar suas vidas.

Em uma entrevista ao The Hollywood Reporter, Quinn, que também teve uma pequena aparição como Koner em “Game of Thrones”, falou como ele criou seu personagem de “Stranger Things”, sobre a reação dos fãs a seu personagem e disse que eles não têm ideia do que está reservado para o Volume 2.

Claramente, a nova temporada está sendo devorada pelo povo. Como tem sido a reação para você? Os fãs estão amando Eddie Munson.

Muito reconfortante. É um alívio, na verdade. Eu acho que fazendo algo assim que já está estabelecido, você é um tipo de engrenagem nova na máquina. Você não quer ser aquele que faz tudo desmoronar. Então, é muito gratificante saber que as pessoas têm aceitado e acolhido o Eddie. Significa muito.

Como conseguiu esse papel fantástico?

Na verdade foi um processo bem simples. Enviei duas fitas da minha casa, em Londres, para os Estados Unidos, e os irmãos Duffer assistiram às duas, e depois disso, eles me deram o trabalho, o que é loucura! Isso nunca acontece. Eu não consigo contar quantas vezes eu enviei fitas para os Estados Unidos e ninguém respondeu, então foi uma coisa meio louca.

Conte como foi o processo de dar vida para Eddie?

É muito bem escrito, e tudo estava definido. Ficou claro pela maneira como o apresentaram, e a maneira como o desenvolveram, ele é um personagem incrivelmente empático. Parecia uma oportunidade real, um bilhete de loteria. Eu queria parecer mais jovem, então parei de comer pizza e beber cerveja. (Risos) Tentei perder algum peso para reverter os anos. E eu trabalhei extensivamente com uma brilhante técnica em dialetos chamada Mary Howland. Ela é incrível.

Vi que você interpretou Enjolras em uma produção de TV de “Os Miseraveis”. Ele supera o medo para se tornar um líder. Há algo dele em Eddie? Você se inspirou em outros personagens dos anos 80?

Essa é uma observação profunda. Eu acho que o Eddie começa um pouco assustado. Acho que quando você o vê pela primeira vez, ele tem um ar de confiança adolescente. E ele se impõe sobre outras pessoas, o que é uma habilidade para se proteger de suas próprias inseguranças. Acho que você só sabe quem é sob pressão, por isso, quando ele está sob pressão, ele fica muito traumatizado e vulnerável. Eu não sei se ele é um covarde. E então, eventualmente, ele é recebido na turma e lá, ele se redime. Então, sim, ele tem um pouco de Enjolras.

O “Clube dos Cinco” foi um filme que eu acho que tem ótimos desenvolvimentos de personagens. Mas eu não queria baseá-lo [Eddie] em nada. Houve uma pequena referência a pessoas que eram mais velhas do que eu na escola que me impressionaram, e que pareciam não conformistas.

E a respeito da música? Teve uma banda ou música que você tocou para conectar com a vibe rocker do Eddie?

Muito Metallica. (Risos) E eu ouço muito Black Sabbath, principalmente o “Master of Reality” do Black Sabbath. Esse álbum ficou na minha cabeça por anos. Eu nunca fui muito fã de thrash metal enquanto crescia. Eu sabia sobre novas bandas de metal que surgiam durante os anos 90, eu gostava, mas não era obcecado com esse tipo de música.

Sobre Dungeons & Dragons, você já jogou, ou teve que aprender tudo na hora?

Você está assumindo que eu aprendo qualquer coisa. (Risos.) Eu comprei o livro, li um pouco e disse: “OK, isso não vai acontecer.” Com todo o respeito à comunidade D&D, não foi agradável para mim. O primeiro jogo que joguei foi há alguns meses, quando fizemos algumas entrevistas em L.A. Tudo depende do seu Mestre do Calabouço, e tivemos um ótimo.

Juntar-se a uma franquia tão bem consolidada e incrivelmente popular, como foi fazer parte do elenco? Você mergulhou de cabeça ou entrou devagar?

Não o pode ser uma coisa calculada. Eu não mergulhei ou andei por aí, eu meio que deixei acontecer. Na minha imaginação, eu realmente gostaria de me tornar amigo das pessoas do elenco, porque eu sabia que sem alguns amigos seria provavelmente uma experiência solitária e assustadora. Eles foram muito acolhedores e encorajadores, e eu saí com alguns amigos muito queridos.

Você tem alguma contribuição no figurino icônico do Eddie?

Foi muito colaborativo com a Amy [Parris], figurinista, e a Sarah [Hindsgaul], chefe de departamento de cabelo. Tivemos cerca de três semanas tentando figurinos diferentes. Eu queria ter muitos anéis. Eu mantive os tênis Reeboks. Eu fiquei muito grato pela oportunidade de dar palpite.

Isso é maravilhoso. Você pegou sua camiseta do Hellfire Club?(Risos)

Sim, tenho um carro cheio.

E o cabelo, é seu ou uma peruca incrível?

É uma peruca maneira! Teria levado meia década para o meu cabelo crescer.

“Game of Thrones” está no seu currículo. As experiências nessas produções massivas foram muito diferentes ou mais semelhantes do que você poderia imaginar?

Foi muito bom sentir a emoção de estar em “Game of Thrones”. Quero dizer, eu estava literalmente em um episódio e tinha algumas cenas, que eu ainda estou muito grato, mas você não pode realmente comparar. Com esta experiência, eu tive muito mais para afundar meus dentes. Parecia muito mais colaborativo. Mas fazer parte de ambos é uma sensação tremenda.

Eddie se tornou um favorito dos fãs imediatamente. Eu sei que você mencionou antes que estava tudo definido, mas o papel foi expandido com os Duffers vendo o que você estava fazendo?

Eu realmente não acho que posso levar tanto crédito por isso. Foi tão bem escrito e o diálogo é tão vívido. Eu definitivamente tentei trazer algumas das minhas próprias ideias para Eddie, e eles me encorajaram a improvisar. E sim, parte disso foi sendo feito, e estou muito feliz e grato. Mas, eu acho que os escritores e diretores – Eddie é sua criação, e eu tive a sorte de poder ajudá-los.

Dois dos meus momentos favoritos de Eddie são seu discurso para o dia formatura e aquele momento em que Dustin o abraça depois de encontrá-lo seguro na floresta. Pode me contar sobre os dias de produção?

A cena do refeitório foi minha audição. Foi muito divertido. Eu estava nervoso, mas foi divertido no final, e eu tinha grandes parceiros de cena. Todos os caras do Hellfire foram ótimos. E aquele abraço mexeu com você?

No começo, eu não sabia se gostava de Eddie. Ele parecia um valentão, ou pelo menos bastante agressivo. E então, à medida que a temporada progrediu e as camadas foram retiradas, pudemos ver que ele era um cara legal que não tinha pessoas que se importassem com ele. E quando Dustin [Gaten Matarazzo] o abraça, no rosto de Eddie, houve a percepção de que seus amigos realmente se importam com ele. Mas talvez eu esteja lendo demais.

É maravilhoso que você pegou isso. Acho que é interessante, não é? Às vezes, não queremos revelar o quanto as pessoas significam para nós e quando você coloca essas pequenas janelas nas personalidades das pessoas, é bastante satisfatório. Fico feliz que tenha gostado.

Eu sei que você não pode dar um pio sobre o Volume 2, então nem vou me intrometer. Mas você pode falar sobre o quão difícil é ficar sem dizer um “a”, especialmente quando tanto tempo se passou devido à pandemia?

Eu falo coisas estúpidas a minha vida toda. (Risos) É sempre uma corda bamba falar sobre algo sem ser capaz de falar sobre isso, espero dar uma ideia do que está rolando sem dar nada. Sou muito novo nisto, mas a Netflix ainda não sequestrou minha família. (Risos).

É satisfatório que o volume Um seja lançado porque, obviamente, estamos preparando ele há séculos e foi muito difícil. Foram 300 dias de filmagem, mas nós realmente nos mobilizamos em torno do fato de que os roteiros eram tão brilhantes, e nós estávamos realmente galvanizados para fazer o melhor que podíamos.

Acho que o que é verdadeiramente gratificante, é o fato de que as pessoas responderam a isso, assistiram aos episódios de longa duração, e estão sendo pacientes para o volume 2. Por isso, eu acho que nós ganhamos essa confiança. E eu realmente acho que vamos superar as expectativas das pessoas com o volume 2. As pessoas vão gostar do que os Duffer têm em mente.

Fonte: The Hollywood Reporter

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Publicado por Joseph Quinn Brasil